A

Abacate

Ponteiro-direito. Francisco Araújo de Souza nasceu em Rio Branco-AC, em 1953. Surgiu para o futebol nos campinhos de peladas do Segundo Distrito de Rio Branco-AC, principalmente aqueles localizados no bairro Seis de Agosto, onde ele residia, na segunda metade da década de 1960. Logo seria levado para testes nos juvenis do Rio Branco, enchendo os olhos dos avaliadores pelas suas características de driblar fácil e procurar incessantemente a linha de fundo. Em 1972, aos 18 anos, começou a frequentar o banco de reservas do time principal. Para todos os torcedores do Estrelão que assistiam aos treinamentos, no Stadium José de Melo, era uma questão de tempo a titularidade dele. Por essa época, entretanto, o Rio Branco começou uma política de importação de jogadores e Abacate, por ser “prata da casa”, acabou sendo preterido. Desgostoso, em 1974 ele se transferiu para o Floresta, permanecendo no clube até 1976. Depois disso ele não quis mais saber de futebol oficial, preferindo jogar na seleção do seu bairro de origem, ao lado de outros craques do subúrbio, como Pitola, Gutinha, Ary, Saldanha, Edilberto, Capelão e Carlos Camarão. Abacate faleceu aos 67 anos, no dia 29 de agosto de 2020, vítima de parada cardíaca.

Acreano

Lateral-direito/volante. Antônio Edson Alves da Silva nasceu em Rio Branco-AC, no dia 15 de julho de 1971. Depois das primeiras peladas, no bairro Calafate, onde passou a infância e parte da adolescência, Acreano ingressou no time juvenil do Fluminense do bairro onde morava, convidado por um desportista de nome Chiquinho Oliveira. Depois disso, em 1988, o então zagueiro Paulão o levou para a base do Independência, onde foi treinado pelo professor Aníbal Honorato. No ano seguinte, 1989, passou a frequentar o banco de reservas do time principal do Tricolor de Aço, sob o comando do professor Walter Félix de Souza, o popular Té. Daí até o ano 2000, quando pendurou as chuteiras, aos 29 anos, por conta de uma grave contusão no joelho, o jogador Acreano vestiu outras três camisas: Rio Branco-AC, Atlético Acreano e Vasco da Gama-AC.

B

Babá

Atacante. Sebastião Carvalho Gomes nasceu em Humaitá-AM, no dia 30 de novembro de 1976. Apesar de jogar bola desde criança, o começo de Babá no futebol, num time federado, foi tardio. Somente em 1999, pouco antes de completar 23 anos, ele vestiu a sua primeira camisa, a do Genus-RO. Aliando velocidade, drible, gols e um controle de bola acima da média, em comparação aos demais atacantes da região Norte, logo o baixinho Babá chamou a atenção do futebol de outros centros. E então, em 2001, ele foi contratado pelo Botafogo de Ribeirão Preto-SP, passando, na sequência, para o Taquaritinga e para o Garça, todos do interior de São Paulo. A chegada ao Acre deu-se no início de 2003, para defender as cores do Vasco da Gama. No segundo semestre do mesmo ano ele migrou para o Rio Branco-AC, onde ficou até 2005, ano em que também passou rapidamente pelo Independência-AC. Entre São Paulo e Acre, porém, Babá jogou por outros sete clubes: Nacional-AM, Atlético de Três Corações-MG, Princesa do Solimões-AM, Rio Negro-AM, Fast-AM, São Raimundo-AM e Rio Negro-RR. Babá encerrou a carreira aos 33 anos, defendendo o Plácido de Castro-AC.

Babal

Goleiro. Cledioneide Fernandes de França nasceu na cidade de Envira-AM, no dia 5 de julho de 1991. Foi descoberto para o futebol depois de pegar um pênalti num campeonato amador, jogando por um time de nome Veneza, no bairro Calafate, em Rio Branco. Ele estava com 16 anos e foi convidado para ingressar na base do São Francisco. Corria o primeiro semestre de 2008 e ele logo assumiu a titularidade do time de juniores. No segundo semestre de 2009, após completar 18 anos, ele foi promovido à reserva do time principal católico. Em 2010, ele foi contratado pelo Rio Branco. Por ser muito jovem, porém, foi emprestado ao Andirá, “para ganhar experiência”. Em 2011, ele voltou ao Rio Branco, para viver nova rodada de empréstimos. Daí em diante, até pendurar as chuteiras, aos 33 anos, depois do campeonato acreano de 2024, Babal vestiu as seguintes camisas: Rio Branco (2011, 2012, 2013 e 2016), Santa Rosa-PA e Sport Belém-PA (2011), Atlético-AC (2014, 2015, 2017, 2018, 2019 e 2020), Andirá (2021), São Francisco (2022), Humaitá (2022 e 2023) e Vasco da Gama-AC (2024). Uma vez aposentado, ele decidiu tornar-se árbitro de futebol.

C

Cairara

Volante. Sérgio Roberto Pinto Veras nasceu em Rio Branco-AC, no dia 2 de abril de 1973. Começou a jogar como ponteiro-direito, no infantil do Recriança-AC, no segundo semestre de 1984. No dia em que o time dele venceu o Juventus-AC por 11 a 0, Cairara foi convidado para ficar no Clube da Águia. Mas a passagem pelo time juventino não duraria muito tempo. Pouco depois de ir para lá, num treino, ele machucou seriamente o joelho, num choque com o zagueiro Lécio. Quando se recuperou da contusão, entendendo que havia sido abandonado pelos diretores juventinos, ele se mudou para o infanto-juvenil do Vasco da Gama-|AC, onde permaneceu até 1988. Quando chegou 1989, levado por dois amigos, ele foi para o Independência-AC, onde descobriu a sua vocação para a posição de volante. Ficou no Tricolor de Aço até 1993, estreando no time principal como lateral-esquerdo, num jogo contra o Atlético-AC. Daí até o fim da carreira, em 2002, aos 29 anos, Cairara defendeu os seguintes clubes: Rio Branco-AC (1994 a 1996 e de 1999 a 2001), Independência-AC (1997 e 2002), Adesg-AC (1998), Vasco da Gama-AC (Copa Norte e Copa do Brasil de 2000) e Andirá-AC (Série C de 2001).

Campos Pereira

Radialista/zagueiro. Pedro Paulo Menezes de Campos Pereira nasceu em Rio Branco-AC, no dia 29 de julho de 1936. Nas décadas de 1950 e 1960 foi jogador do Rio Branco-AC e do Juventus-AC. Também foi treinador por um breve período no próprio Rio Branco-AC. Ao pendurar as chuteiras, por não conseguir se manter longe do futebol, tornou-se radialista, criando, no início da década de 1970, o primeiro programa esportivo diário da radiofonia acreana. A rádio se chamava Novo Andirá, de propriedade da família do governador (1971-1975) Francisco Wanderley Dantas, e na equipe formada por Campos Pereira figuravam outros destaques da crônica esportiva acreana, como Delmiro Xavier (narrador), Joaquim Ferreira (narrador), William Modesto e Raimundo Fernandes (estes dois últimos repórteres de pista). Mas Campos Pereira não foi somente uma espécie de pai da crônica esportiva acreana. Além dessa atividade, ele foi também apresentador de telejornal (TV Acre), presidente da Federação Acreana de Desportos (FAD), repórter policial de rádio, colunista de jornal impresso e presidente da Federação Acreana de Ciclismo. Campos Pereira faleceu aos 67 anos, em 25 de junho de 2004, vítima de enfisema pulmonar.

D

Dadão

Meia-atacante. Eduardo Rodrigues da Silva Filho nasceu em Rio Branco, no dia 18 de julho de 1950. Para muitos torcedores acreanos, ele foi o maior craque da história do estado. Tão acima da média ele era que aos 15 anos, no primeiro semestre de 1966, assumiu a titularidade no time principal do Rio Branco-AC. Um ano depois, ele se mudou para o Juventus-AC, onde permaneceu por três temporadas. Quando chegou 1970, ele foi desfilar sua arte na base do carioca Fluminense, clube pelo qual foi campeão da 3ª Copa São Paulo de Futebol Junior, em 1971. No início de 1972, foi convocado para a seleção brasileira de novos, que disputaria um torneio na França. Foi convencido a não atender à convocação para assinar o seu primeiro contrato profissional com o Clube das Laranjeiras. Mas não houve acordo e ele acabou dispensado do Fluminense-AC. Daí, então, ele vestiu a camisa do Madureira-RJ, numa excursão pelo Nordeste do país. Exibições que lhe valeram um contrato com o Itabaiana-SE, sagrando-se vice-campeão sergipano de 1972. No final deste mesmo ano, acometido por uma hepatite, Dadão optou por voltar pra casa e nunca mais saiu para jogar num time de fora do Acre. Na volta ao seu local de origem, ele jogou por Juventus (1973 a 1976 e 1983 a 1986), Atlético (1977 a 1979), Rio Branco (1980 e 1981) e Independência (1982). Dadão faleceu no dia 23 de abril de 2018, em consequência de um AVC, aos 67 anos.

Dadinho

Atacante/comentarista/dirigente. Francisco Eduardo Pinheiro Mansour nasceu em Brasiléia-AC, no dia 25 de abril de 1943. Vestiu duas camisas, na condição de atacante, entre os anos de 1962 e 1966: as do Independência-AC e do Rio Branco-AC. No Estrelão, inclusive, jogou ao lado de dois supercraques do futebol acreano: Dadão e Jangito. Nos seus anos de bola, ficou conhecido pelo apelido de “Canela de Vidro”. Isso pelo costume de cair ao chão simulando faltas, sempre que era tocado pelos zagueiros adversários. Mas se bandeou para o Juventus-AC, logo após a fundação do clube, nesse mesmo ano de 1966, para ajudar na construção do Clube da Águia, cujo um dos fundadores foi o seu irmão Elias Mansour Simão Filho. Entre a segunda metade da década de 1970 e a primeira parte da década de 1980, atuou como comentarista da Rádio Difusora Acreana. Em 1988, Dadinho foi escolhido para presidir o Juventus, conduzindo o clube ao título do último campeonato amador do Acre (1988) e do primeiro da era profissional (1989). Quando deixou a presidência ainda atuou como diretor da gestão seguinte do Clube da Águia, sob o comando do empresário Roberto Chaar. Ele faleceu aos 55 anos, vítima de um infarto, no dia 21 de novembro de 1998.

E

Edimir Gadelha

Dirigente. Edmir Borges Gadelha nasceu em Rio Branco-AC, no ano de 1937. Apesar de torcedor apaixonado do Rio Branco-AC, seu primeiro clube como dirigente foi o Vasco da Gama-AC, em 1965. Foi na gestão dele como diretor, sob a liderança do lendário presidente Almada Brito, que o Almirante da Fazendinha conquistou o seu primeiro título de campeão estadual. Depois disso, ele foi ajudar na condução dos destinos do seu clube do coração, exercendo duas vezes o cargo de presidente (1973 a 1974 e 1993 a 1996). Enquanto dirigente máximo do Rio Branco, ele conquistou os títulos estaduais de 1973 e 1994. Já na condição de diretor, ele participou de várias edições do Copão da Amazônia, estando presente, inclusive, na conquista do título de 1984, em Macapá, quando o Rio Branco derrotou na final o Baré de Roraima por 2 a 0. Edmir Gadelha faleceu em Rio Branco-AC, aos 78 anos, vítima de complicações cardíacas, no dia 2 de março de 2015.

Ednei

Lateral-direito. Ednei Ferreira de Oliveira nasceu em Brasília de Minas-MG, no dia 30 de novembro de 1985. Jogou a temporada de 2012 pelo Rio Branco-AC, sagrando-se campeão estadual, fazendo parte de um elenco que reunia, entre outros, os seguintes nomes: Vanderlei, Rodrigão, Juliano César, Neném, Guilherme, Xaro, Araújo Goiano, Luciano, Rafael, Ismael, Diego Silva, Tomaz, Douglas, Araújo Jordão, Kleyr e Zé Marco. Antes de atuar no futebol acreano, Ednei defendeu as seguintes equipes: América Mineiro, Itumbiara-GO, Trindade-GO e Mika (Armênia). Depois da passagem pelo Acre, até pendurar as chuteiras, em 2023, ele vestiu as seguintes camisas: Juventus-SP, Veranópolis-RS, Internacional-RS, Chapecoense-SC, XV de Piracicaba-SP, ABC-RN, Atlético Goianiense-GO, Goiás-GO, Brasil de Pelotas-RS, Novo Hamburgo-RS, Ferroviária de Araraquara-SP, Caucaia-CE e North Esporte Clube de Montes Claros-MG.

F

Fábio

Zagueiro. Fábio Carleandro da Silva nasceu em Capela-AL, no dia 28 de fevereiro de 1980. Jogador que aliava vigor físico e boa técnica, ele passou duas vezes pelo futebol acreano, sempre jogando pelo Rio Branco: em 2002 e em 2009. Na primeira passagem sagrou-se campeão estadual, tendo como companheiros, entre outros, os seguintes atletas: Acosta, Maurício, Dedé, Agnaldo, Mastrillo, Tangará, Miquinha, Ananias, Berg e Javan. Em 2009, o Rio Branco ficou com o vice-campeonato (o campeão foi o Juventus). Além do Rio Branco-AC, Fábio defendeu os seguintes clubes, numa carreira que se estendeu de 2001 a 2017: Campinas-SP, Treze de Campina Grande-PB, Rad Beograd (Sérvia), Crvena Zvezda (Sérvia), Hajduk Kula (Sérvia), FK Napredak (Sérvia), Náutico-PE, Earthquakes (Estados Unidos), Vera Cruz de Vitória de Santo Antão-PE, União Rondonópolis-MT, Cerâmica-RS, Crac de Catalão-GO, Goianésia-GO e Trindade-GO.

Fábio Gomes

Volante/lateral-esquerdo. Jogador polivalente, do tipo que aliava força e técnica em medidas exatas, Fábio Gomes nasceu em Rio Claro-SP, no dia 6 de fevereiro de 1981. Pendurou as chuteiras aos 37 anos, no Rio Branco-AC, clube pelo qual jogou as temporadas de 2017 e 2018. Entre os companheiros no elenco do Estrelão, destaque para os nomes de Lucas, Léo Fernandes, Geovani, Patrick, Bruno Caprioli, Jean Drosny, Sandro, Araújo Jordão, Matheus Nego e Renato. Do início da carreira, no ano 2000, até a chegada ao futebol acreano, Fábio Gomes defendeu as seguintes equipes: Paulista de Jundiaí-SP (sub-20 e profissional), Sport Recife-PE, Ceará-CE, Atlético Goianiense-GO, Marília-SP, Atlético Sorocaba-SP, Novo Hamburgo-RS, Maringá-PR, Toledo-PR, Sertãozinho-SP, Guarani de Juazeiro-CE e União Barbarense de Santa Bárbara d’ Oeste-SP.

G

Galvez

Galvez Esporte Clube. Fundado no dia 3 de julho de 2011, por iniciativa de integrantes da Polícia Militar do Acre, o Galvez começou a sua história no futebol acreano disputando o campeonato acreano da segunda divisão. Foram duas as participações do clube na segunda divisão. No primeiro ano (2011), ficou em segundo lugar, perdendo o título, assim como o direito de ascender à elite, para o Andirá. Na segunda participação, entretanto, o título e a ascensão chegaram, com uma vitória final sobre o Vasco da Gama-AC. De 2013 a 2026, foram 14 as participações do Galvez no campeonato acreano de futebol profissional e a conquista de um título, em 2020. Em campeonatos regionais/nacionais foram 14 as participações do clube (até 2026): 5 Copas Verde (2017, 2019, 2020, 2021 e 2026), 4 Campeonatos Brasileiros da Série D (2019, 2020, 2021 e 2026) e 5 Copas do Brasil (2016, 2019, 2020, 2021 e 2026). Time base na conquista do título estadual de 2020: Miller; Renato, Jô, Weverton e Giovani; Joel, Neto e Adriano; Índio, Daniego e Felipe. Mascote: Gavião. Cores da camisa: verde e amarelo.

GAS

Grêmio Atlético Sampaio. Time fundado por oficiais da 4ª Companhia de Fronteira, sob a liderança do capitão Francisco Hélio Maia, no segundo semestre de 1964, teve existência efêmera, abandonando as atividades esportivas em 1969. Mas apesar do pouco tempo em que disputou competições, sagrou-se uma vez campeão estadual, em 1967. Grandes jogadores do futebol regional vestiram a camisa do GAS. Casos, entre outros, dos goleiros Monteiro e Pional; dos laterais Chico Alab e Terceira; dos zagueiros Palheta, Rocha e Viana; dos meias José Agusto Passada Larga, Toinho Assis e Babá; e dos atacantes Rui Macaco, Jangito, Amílcar, Toinho e Ailton. Cores da camisa: verde e amarelo. Existem três versões para a extinção do GAS. A primeira dá conta de que a direção do clube teria ficado insatisfeita pelo time não ter chegado sequer às finais do campeonato de 1968, depois de ter conquistado o título de 1967. A segunda garante que houve uma denúncia aos comandantes das forças armadas do Brasil de que a direção do time aliciava jogadores dos demais clubes, mediante ameaças de represálias. E a terceira versão, a de que teria chegado um novo comandante na 4ª Companhia de Fronteira que absolutamente não se interessava por futebol.

H

Hamilton

Meia-armador/ponta direita. Hamilton Gomes de Queiroz nasceu em território acreano, no dia 6 de maio de 1991. Jogador versátil, de ótima mobilidade e capaz de atuar em várias posições do ataque, ele foi profissional do futebol acreano no período de 2009 a 2019, defendendo sete clubes: Plácido de Castro, Juventus, Galvez, Independência, Andirá, Vasco da Gama e Adesg. No Independência de 2014, quando ele foi vice-campeão, perdendo a finalíssima para a Adesg, ele jogou com, entre outros, os seguintes craques: Bruno, Doni, Paulinho Pitbull, Aslan, Cleverson, Tonho Cabañas, Zagalo, Kinho, Antônio Marcos e Cléber. Enquanto isso, na Adesg de 2016 ele formou ao lado de, entre outros, Josa, Daniego, Cairo, Cleyton, João Carlos, Zé Macaco, Geison, Vaval, Mandi, Delacoy, Wellington Peteca, Diego, Geovane e Jackson. Já no Galvez de 2015 ele jogou com, entre outros, Juliano César, Chumbo, Rick, Esquerdinha, Máximo e Neném.

Hermano

Volante/ponteiro-direito. Hermano Costa Filho nasceu em Sena Madureira-AC, no dia 22 de abril de 1962. Político (foi vereador e vice-prefeito da sua cidade natal) e desportista em tempo integral, Hermano Filho foi também um volante de fino trato com a bola, diferente da maioria dos jogadores dessa posição. Por pura opção de vida, jogou sempre nos times do seu município, iniciando a carreira futebolística em 1977, aos 15 anos, nos juvenis do Grêmio Esportivo. Nos anos seguintes, Hermano mudou várias vezes de time. Em 1978, ainda juvenil, jogou pelo Comercial. Depois, nos times adultos, a partir de 1979, Hermano passou a atuar como ponteiro-direito, jogando, até encerrar a carreira, em 1995, por Fluminense, Vasco da Gama, Mixto e Assincra. Além disso, durante dez anos, de 1980 a 1990, ele foi convocado para integrar a seleção senamadureirense. Paralelamente, ele construiu uma bela carreira no futebol de salão/futsal, praticando a modalidade até bem depois dos 40 anos. Hermano faleceu no dia 21 de fevereiro de 2019, na sua cidade natal, vítima de uma parada cardiorrespiratória.

I

Ico

Volante/treinador. Antônio Dioclécio Alves da Silva nasceu em Rio Branco-AC, no dia 20 de outubro de 1972. Na adolescência, ele queria ser jogador de voleibol. Mas pouco depois de completar 18 anos, o treinador Illimani o convenceu a voltar seu foco para o futebol e o levou para os juniores do Rio Branco. Profissionalizado no Estrelão, ele fez sua primeira mudança de clube em 1996, para disputar a Copa do Brasil pelo Juventus. No ano seguinte, Ico voltou para o Rio Branco, conquistando a primeira Copa Norte e ajudando o clube a fazer ótima figura na Copa do Brasil. Neste mesmo ano ele foi contratado pelo futebol português, ficando por lá até o primeiro semestre de 2006, na defesa das seguintes equipes: Camacha, Nacional da Ilha da Madeira, Vitória de Setúbal, Boavista, Aves e Marco. De volta ao Brasil, ele jogou ainda até 2010, vestindo as camisas de Juventus-AC (2006 e 2010) e Rio Branco-AC (2006, 2007, 2008 e 2010). Ao encerrar a carreira, Ico virou treinador, passando, até 2024, por Juventus (Sub-20 e profissional), Rio Branco, Atlético-AC, Adesg e Galvez (Sub-17).

Illimani

Goleiro/treinador/dirigente. Illimani Lima Suares nasceu em Brasiléia-AC, no dia 7 de dezembro de 1951. Na infância chegou a jogar como atacante e zagueiro, mas cedo descobriu que a sua verdadeira vocação era sob as traves. Assim, em 1967, aos 16 anos, depois de um período de experiência nos juvenis do Atlético Mineiro-MG, ele voltou para o Acre e foi tentar a sorte no Juventus-AC. Não foi aprovado e se dirigiu ao Andirá-AC, onde foi recebido de braços abertos pelo treinador Zé Américo. Bastou uma temporada no juvenil morcegueiro para surgir o convite para jogar no Independência, na mesma categoria. Dois anos depois, ele subia para os titulares do Tricolor de Aço. Em 1973, Illimani se mudou para o Rio Branco-AC, contratado a peso de ouro para os padrões regionais (um carro, um emprego e um salário). No Estrelão, ele ficou até pendurar as chuteiras, em 1982, período em que esteve, por um semestre (em 1978), emprestado ao Nacional-AM. Ainda estava em atividade como jogador, Illimani assumiu o comando técnico dos juvenis do Rio Branco-AC. Função que passou a exercer pela vida afora, alternando com períodos como dirigente e treinador de equipes profissionais.

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