Afonso Alves

Afonso Alves em duas versões: dirigente e corredor. Arte/Manoel Façanha
O preparador físico Afonso Alves durante treino no Rio Branco, em 2008. Foto/Manoel Façanha
O preparador físico Afonso Alves orienta o elenco do Andirá (Sub-20), em 2022. MF

Francisco Dandão

Nascido no bairro da Base, em Rio Branco, capital do estado do Acre, no dia 12 de setembro de 1956, o cidadão Afonso Alves da Silva viu surgir o seu profundo amor pelo esporte ainda quando criança. Primeiro como jogador de futebol, na condição de ponteiro direito do time infantil do Brasil do Buldogue. Depois como fundista profissional, em corridas de rua.

“Eu poderia ter sido um jogador de futebol de algum sucesso, mas cedo descobri que a minha maior vocação era na condição de corredor. Esse meu lado de fundista eu descobri quando representei o Colégio Meta, em 1973, numa prova local. Me saí tão bem que fui selecionado para representar o Acre nos Jogos Escolares Brasileiros, em Brasília”, explicou Afonso.

Mas antes de representar o Colégio Meta e, consequentemente, ser selecionado para os Jogos Escolares Brasileiros, Afonso teve uma primeira experiência. Foi em 1969, pouco antes de ele completar 13 anos, quando uma moradora do bairro da Base organizou uma corrida de rua para adolescentes. Ele chegou na frente dos concorrentes e começou a tomar gosto pela coisa.

A carreira de atleta de alto rendimento, porém, só foi começar mesmo em 1976, na época em que ele entrou para o Exército. Devidamente acompanhado pelos instrutores da corporação, ele melhorou significativamente sua performance. Daí pra frente, em todas as provas, tanto faz se no Acre ou fora do estado, ele passou a ser sempre um dos favoritos.

Na década de 1980, Afonso Alves se tornou um dos maiores fundistas da história do Acre, inscrevendo seu nome ao lado de lendas desse esporte de rua como Floriano Sebastião da Costa, Ary Nauá Lustosa Leão, Paulo Cézar Queiroz, Fauzer Aiache, Dedé Miranda, Erádio Gomes da Silva e Áurio Azevedo. Inscreveu seu nome e virou exemplo para os mais jovens.

“Eu não sei, exatamente, quantas corridas ganhei. Foram muitas. Só a Corrida Coronel Sebastião Dantas eu ganhei seis vezes. Também ganhei oito vezes a Corrida Boina Verde e sete vezes a Corrida Cristiano Mendes.

Participei quinze vezes da Corrida Archer Pinto, em Manaus, vencendo uma delas e chegando entre os três primeiros em várias outras”, garantiu Afonso.

Entronizado na condição de estrela maior das corridas de rua no Acre na década de 1980 e parte dos anos de 1990, Afonso foi várias vezes convidado para representar o estado em outras regiões do país. Dessa forma, além da Corrida Archer Pinto, em Manaus, ele competiu também, entre outras, na Corrida do Círio, em Belém, e na São Silvestre, em São Paulo.

“Na Corrida Internacional de São Silvestre, tradicionalmente realizada na virada do ano, em São Paulo, que eu participei treze vezes, minha melhor colocação foi um 64º lugar. Levando em conta que competem atletas do mundo inteiro, gente altamente preparada, e que eu jamais consegui largar no pelotão da frente, creio que me saí muito bem’, disse Afonso Alves.

Uma vez pendurado o tênis, por conta da idade, Afonso Alves resolveu investir na qualificação acadêmica. E assim, cursou sucessivamente uma graduação em Educação Física (licenciatura e bacharelado), na Universidade Federal do Acre (Ufac). Fora do estado, ele concluiu uma especialização em Treinamento Esportivo e um curso de Técnico de Atletismo nível A.

Com toda essa base, o caminho natural foi Afonso Alves da Silva se tornar dirigente esportivo e treinador. Na condição de dirigente, ele presidiu por quase 20 anos a Federação Acreana de Atletismo, renunciando ao cargo em 2018. Ao mesmo tempo, ele começou um trabalho no Andirá, no cargo de vice-presidente. Clube no qual se mantém em atividade até os dias atuais.

“Eu entrei no Andirá numa emergência, a convite do dirigente Marquinhos Gomes. É que ele se viu sozinho no comando do Morcego, quando o então presidente, um senhor que eu não lembro o nome, que era dono do Hotel Barbosa, renunciou. Aí eu assumi e permaneço até hoje, trabalhando em todos os setores, de presidente a roupeiro”, afirmou Afonso.

Por último, Afonso não se furtou em dar sua opinião sobre o momento do futebol acreano e sobre a sua perspectiva de futuro. “O nosso futebol vive um momento muito ruim, com relação aos resultados e creio que só o poder público pode dar um jeito nisso. E quanto ao futuro, o meu maior sonho é que o Andirá volte à elite e possa se tornar campeão”, concluiu o dirigente.


Primeiro trio de mulheres a comandar uma partida de futebol profissional no Acre, em 2014. Da esquerda para a direita, Roseane Amorim, Yane Veras e Verônica Severino. Foto/Natascha Albuquerque.

Francisco Dandão

No dizer da professora de Educação Física Roseane Amorim, “parece que foi ontem” que ela começou a sua carreira de auxiliar de arbitragem no futebol acreano. Só parece. Neste ano de 2020 já se vão dez anos desde o dia da sua estreia. De lá para cá muita coisa aconteceu e ela, inclusive, já até passou para o quadro nacional da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Nascida em Rio Branco, no dia 2 de junho de 1988, Roseane, que é casada com o árbitro Marcos Nogueira Morais, cresceu apaixonada pelas mais diversas práticas esportivas. Tanto que, ainda adolescente, chegou a jogar futebol e a praticar tae kwon do. Depois de um tempo, como ficou difícil exercitar as duas coisas, ela se voltou exclusivamente para o futebol.

O interesse pela arbitragem, segundo Roseane, teve início quando ela foi assistir a uma partida de futebol na Arena da Floresta. “Eu fui ao estádio ver o meu professor João Jácome bandeirar o jogo. E lá vi a assistente Márcia Bezerra, que foi dos quadros da Fifa durante muitos anos. Admirei o trabalho dela e resolvi fazer o curso para auxiliar no ano seguinte”, disse ela.

O início não foi fácil. “Apesar de eu ter feito um curso de seis meses, tendo como instrutor o árbitro Carlos Ronne, ninguém acreditava em mim. Eu só atuava em competições menores, quando era indicada pelo sindicato dos árbitros. Até que um dia o Josemir Raulino, presidente da comissão de arbitragem da Federação, meu deu uma oportunidade”, explicou Roseane.

Mesmo já tendo uma boa estrada na condição de auxiliar de arbitragem e apesar de jamais ter visto o seu desempenho muito contestado, Roseane não tem sido escalada frequentemente para trabalhar em jogos fora do estado. Da primeira vez, em 2013, até hoje, ela só saiu do Acre para bandeirar jogos em cinco oportunidades. A última delas, em 2019, no Espírito Santo.

“Eu considero esse jogo no Espírito Santo, entre o mandante Real Noroeste e o Iporá, de Goiás, valendo pela Copa Verde, o mais importante e o de maior visibilidade entre aqueles que eu saí do Acre para trabalhar. O trio de arbitragem foi todo formado por acreanos. Eu, o Fábio Santos, no apito, e o Márcio Cristiano. O jogo saiu 1 a 0 para o Real” afirmou Roseane.

Quanto à maior alegria vivida até aqui na carreira de auxiliar de arbitragem, Roseane garantiu que foi a sua aprovação, em 2019, no teste de aptidão física aplicado pela CBF para os árbitros homens. “No meu entendimento, passar no teste físico dos homens foi a prova definitiva de que não existem diferenças de competência entre os gêneros”, disse a auxiliar.

Mas, como na vida nem tudo são flores, ela também falou de uma coisa que a deixa extremamente chateada. “Detesto quando ouço das arquibancadas vozes dizendo que eu só estou ali na posição de auxiliar porque sou bonitinha. Muitas vezes quem diz isso são as próprias mulheres. Essas pessoas não reconhecem a competência da gente”, desabafou Roseane.

Muitos árbitros contam histórias de dirigentes que os procuraram para a fabricação de resultados. Com a auxiliar Roseane Amorim, porém, isso jamais ocorreu. Ela, inclusive, se disse preparada para uma eventualidade dessas. “Comigo isso nunca aconteceu. E, se por acaso acontecesse, eu denunciaria na mesma hora aqueles que me procurassem”, garantiu ela.

“Graças a Deus, até hoje eu jamais tive problemas com ninguém por conta da minha atividade enquanto auxiliar de arbitragem. Tanto dirigentes quanto jogadores sempre me respeitaram bastante. Uma ou outra reclamação é absolutamente normal. No futebol, sempre vai haver uma ou outra discordância. Mas ninguém jamais me ofendeu moralmente”, disse Roseane.

Nessas de discordâncias, de acordo com ela, só houve mesmo uma ocasião mais tensa. “Foi numa Copa do Brasil Feminina, num jogo entre a Assermurb e um time de Porto Velho”, explicou Roseane. Ela validou um gol das rondonienses e muita gente garantiu que ela errou, inclusive alguns colegas de arbitragem. Ela, porém, até hoje acha que fez a coisa certa.

Para finalizar, ela opinou sobre o que falta para a melhoria da arbitragem acreana e falou sobre os seus projetos para o futuro. “O que nos falta enquanto árbitros e auxiliares, aqui no Acre, é um investimento que nos permita ter mais dedicação à atividade. E quanto ao futuro, eu quero atuar até aos 45 anos e depois me especializar como instrutora física da CBF”.



















































Paulo Roberto

Kinho



Toninho


Polaco


Casquinha


Hermano


Ciro


Eduardo


Lauro


Paulo Henrique


Fuzarca


Edson Paiva


Demóstenes


Eliézio


Ociraldo

Zé Marco


Auzemir


Nemetala


Otávio


Neto


Val Manaus


Tidalzinho


Araújo Jordão


Zenon


Paulo Henrique


Mário Sales


Ricardo


Lula


Ciel


Doka Madureira


Roberto Ferraz


Pedrinho


Valéria


Vaca


Thiago


Sandro


Adrian


Tonho


Neném


Alberto Casas


Santiago


Petrolitano


Alcione


Verônica Severino


Walter Zenga


Zé Maria


David Elias


Ney


Ismael Campelo


Vilson


Merica


Amarildo


Pompeu


Magide


Mariceudo


Ancelmo


Elisío


Nazaré Santos


Pintinho


Emilson


Marquinho Calafate


Nelson


Roberto Pitola


Palmiro


Redson


Nilson


Papelim


Vianna


Ismael


Carioca


Chicão


Sabino


Flávio


Paulinho Rosas


Antônio Júlio


Roll


Rogério Tarauacá


Illimani


Faísca


Milton


Carlinhos Bigode


Curu


Ley


Mário Vieira


Máximo


Medeirinho


Agnaldo Dantas


Testinha


Manoel Façanha


Marcelo Cabeção


Palheta


Benevides


Tadeu


Zezinho Melo


Juliano César


Paulo Roberto


Weverton


Nino


Paulinho Pitbull


Mário Mota


Valdir Silva


Augusto


Klowsbey


Toniquim


Xepa


Gato


Jorge Jacaré


Gaucho Lima


Bico-Bico


Paulão


Jamerson


Juscelanio


Jorge Floresta

Zito

Ricardinho

Dirceu

Josman

Josy Braz

Jorge Cubu

Som

Marquinhos Costa

João Paulo

Diego

Carlos Santos

Paquito

Babá

Dim

Carlos

Azeitona

Isaac

Cairara

Gersey Pato Rouco

Rozier

Antônio Morais

Ananias

Antônio Maria

Tidal

Nirval

Antônio Neuriclaudio

Marcelinho

Dorielson Mendes

Normando

Ivo

Escapulário

Ayrton

Loló

Danilo Galo

Gil

Anísio

Mustafa

César Limão

Sebastião Araújo

Rui Macaco


Neivo

Ely

Almiro


Edson Carneiro


Passada Largada

Asfury

Pintão

Marquinhus


Oton

acesso gratis